Brasil
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Este artículo de carácter teórico articula análisis documental, revisión crítica de datos públicos y lectura político-pedagógica de la distopía como dispositivo interpretativo a partir de la novela intitulada El cuento de la criada. Buscamos reflexionar sobre las violencias de género que sufren las mujeres desde una perspectiva decolonial e interseccional, articulando reflexiones desde nuestro lugar como educadoras matemáticas. Desde una distopía se identifica cómo estructuras neoliberales —patriarcales y racistas— están presentes en Latinoamérica reproduciendo dinámicas similares a las del régimen de Gilead, específicamente en la clasificación y control de las mujeres según su “utilidad”, la coartación de derechos reproductivos y otras múltiples formas de violencia. El análisis lleva consigo datos de América Latina sobre transfeminicidios, feminicidios, restricciones al aborto y políticas regresivas, evidenciando la persistencia de la colonialidad de género. Ponemos en discusión que la Educación Matemática no es neutral puesto que puede reproducir las estructuras de opresión, convertirse en una herramienta crítica para visibilizar desigualdades y cuestionar el uso del conocimiento en la toma de decisiones. Enfatizando en reconocer la interseccionalidad y la justicia social como elemento trascendental en el aula de clases, entendiendo que los números no son solo números, sino relatos que pueden denunciar y transformar realidades.
This theoretical article brings together documentary analysis, critical review of public data, and a political-pedagogical reading of dystopia as an interpretive device based on the novel The Handmaid’s Tale. We seek to reflect on the gender-based violence experienced by women from a decolonial and intersectional perspective, articulating reflections from our position as mathematics educators. From a dystopian lens, we identify how neoliberal structure —patriarchal and racist— are present in Latin America, reproducing dynamics similar to those of the Gilead regime, specifically in the classification and control of women according to their “usefulness,” the restriction of reproductive rights, and other multiple forms of violence. The analysis incorporates data from Latin America on transfemicides, femicides, abortion restrictions, and regressive policies, demonstrating the persistence of the coloniality of gender. We argue that Mathematics Education is not neutral, as it can reproduce structures of oppression, but it can also become a critical tool to make inequalities visible and to question the use of knowledge in decision-making processes. We emphasize recognizing intersectionality and social justice as essential elements in the classroom, understanding that numbers are not just numbers, but narratives that can expose and transform realities.
Este artigo de caráter teórico articula análise documental, revisão crítica de dados públicos e leitura político-pedagógica da distopia como dispositivo interpretativo a partir do romance intitulado O conto da aia. Buscamos refletir sobre as violências de gênero sofridas pelas mulheres a partir de uma perspectiva decolonial e interseccional, articulando reflexões desde nosso lugar como educadoras matemáticas. A partir de uma distopia, identifica-se como estruturas neoliberais —patriarcais e racistas— estão presentes na América Latina, reproduzindo dinâmicas semelhantes às do regime de Gilead, especificamente na classificação e no controle das mulheres segundo sua “utilidade”, na restrição de direitos reprodutivos e em outras múltiplas formas de violência. A análise apresenta dados da América Latina sobre transfeminicídios, feminicídios, restrições ao aborto e políticas regressivas, evidenciando a persistência da colonialidade de gênero. Colocamos em discussão que a Educação Matemática não é neutra, pois pode reproduzir estruturas de opressão, bem como tornar-se uma ferramenta crítica para visibilizar desigualdades e questionar o uso do conhecimento nos processos de tomada de decisão. Enfatizamos o reconhecimento da interseccionalidade e da justiça social como elementos fundamentais na sala de aula, entendendo que os números não são apenas números, mas narrativas que podem denunciar e transformar realidades.
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